Um sistema de câmbio duplo é aquele em que a mesma moeda tem mais do que uma taxa oficial ao mesmo tempo, cada uma aplicada a uma classe diferente de transacções. Um desenho comum dá às importações de bens essenciais, ou ao serviço da dívida pública, uma taxa preferencial, enquanto as restantes operações liquidam a uma segunda taxa mais fraca; a separação é fixada por regulamento e imposta através do sistema bancário, em vez de emergir da negociação.
Sistemas destes aparecem onde as autoridades querem racionar divisas escassas sem desvalorizar formalmente, e é a aritmética que daí resulta que os torna difíceis de usar. Não há um número único que seja a taxa de câmbio: um preço cotado nessa moeda significa coisas diferentes consoante a taxa a que a operação liquidou, e estatísticas convertidas a uma taxa não são comparáveis com as convertidas a outra. Fornecedores de dados e correctoras têm de escolher uma taxa e divulgar qual, e uma cotação apresentada sem essa indicação é ambígua.
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O que o regime cambial muda num par
Se uma moeda flutua, é orientada, vive numa banda ou é administrada por decreto é um facto de política publicado — e decide mais sobre o comportamento do par no ecrã do que qualquer coisa no gráfico.