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Nota 14 Atualizado 3 min de leitura

Como Ler o Registo Público de um Regulador

Qualquer autoridade credível publica um registo pesquisável de empresas licenciadas. O que contém uma entrada, que campos decidem se o cobre, e as armadilhas.

Escrito pela equipe editorial da ForxZen

Um selo num site é uma alegação, não uma prova

Quase todos os sites de trading exibem o nome de um regulador algures no rodapé, muitas vezes ao lado do logótipo da autoridade e de um número de referência. Nada disso é verificação. O logótipo é uma imagem que a empresa escolheu colocar ali, o número é texto que ela escreveu, e ambos estão numa página que a empresa controla. Verificar significa encontrar a mesma alegação numa base de dados que a empresa não controla: o registo público da própria autoridade.

Procure o registo, não uma ligação para ele

As grandes autoridades financeiras publicam um registo pesquisável das empresas e pessoas que licenciam, e esse registo é o documento legal de quem está autorizado a fazer o quê. Chegue lá indo diretamente ao domínio da autoridade, e não seguindo uma ligação a partir do site da empresa, que pode apontar para qualquer lado. Se uma jurisdição aparece no marketing de uma empresa e não se consegue encontrar registo público nenhum para ela, essa ausência é, por si só, a conclusão.

A marca comercial de retalho e a empresa por trás dela raramente têm o mesmo nome. Os registos estão organizados por entidade legal, pelo que uma marca pode não devolver nada enquanto a sociedade operadora devolve um registo completo. O nome da entidade consta do contrato de cliente e normalmente do rodapé do site, ao lado de um número de sociedade e de uma sede — é isso que se pesquisa. Quando o registo mantém uma secção de "nomes comerciais", uma marca legítima deve aparecer aí, associada à entidade.

Os campos que decidem se a licença o cobre

A existência de uma entrada é apenas a primeira resposta. Leia o estado — autorizada, restringida, suspensa, revogada — e as datas em que a permissão esteve em vigor. Leia as próprias permissões, porque uma licença é concedida para atividades nomeadas, e uma empresa autorizada a aconselhar não fica por isso autorizada a deter dinheiro de clientes nem a negociar por conta própria. Leia a sede e a jurisdição: a entidade com quem o cliente contrata determina que livro de regras e que mecanismos de compensação se aplicam, e um mesmo grupo pode ter licenças em vários países com proteções muito diferentes.

O que um registo não consegue dizer

Um registo documenta permissão, não conduta. Não diz se os preços são competitivos, se a execução é boa, se o apoio responde, nem se os levantamentos são pagos a tempo. Também está atrasado: uma entrada reflete o estado à data da última atualização, ao passo que ações sancionatórias, condições e restrições são muitas vezes publicadas noutra parte do mesmo site. Consultar o registo responde bem a uma pergunta — esta entidade está autorizada a fazer isto, aqui — e a mais nenhuma.

Listas de alerta e empresas clonadas

A maioria das autoridades publica também uma lista de empresas sobre as quais alertou o público, e muitas mantêm uma categoria específica para clones: operações não autorizadas que copiam o nome, o número de registo e a morada de uma empresa autorizada precisamente para que uma pesquisa no registo pareça confirmá-las. A defesa são os contactos. Uma entrada genuína traz o telefone, o site e a morada que a própria autoridade tem em arquivo, e são esses que se devem usar — não os que foram fornecidos por quem estabeleceu o contacto.

Risco

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